domingo, 6 de agosto de 2017

Passaros da Sabedoria






O dia há-de chegar, 

com a capa de vento
a ondular
e cabelos de sol a clarear
o côncavo das grutas.

Nas mãos, o riso dos meninos
e o canto dos pássaros.
Sempre os pássaros,
com seus presságios
álacres ou soturnos.

Estarei na minha torre,
a entrançar desejos
de tapetes de flores
e de águas borbulhantes
e de pássaros verdes.
Sempre os pássaros.

O dia há-de chegar,
a embrulhar de azul
o meu castelo,
a invadir a torre,
a incitar-me ao salto,
a colar-me nos olhos
a leveza dos pássaros.
Sempre os pássaros.
Irei.
Licínia Quitério 






Desde sempre os conhecemos.
Em bandos ou solitários, nos campos, nas praias, nas cidades, os pássaros lá estão. Espiam-nos, chamam-nos, provocam-nos.
Às vezes rasam-nos o corpo, sem se deixarem tocar.
Cantam para nos acordar, gritam à procura do asilo nocturno ou aparecem de noite a piar tristezas. Louvam a vida e pressentem a morte.
Habitam os troncos das árvores ou as moitas rasteiras ou as fragas nas alturas.
Mergulham até ao peixe ou debicam as searas. Sabem tudo do vento e das tempestades.
Livres, livres. Tão alto subindo, tão alto, são a nossa inveja, a medida da nossa pequenez.
Nunca os poetas os ignoram. Ilustram-lhes os versos ou são os próprios versos.
Quem pode imaginar um mundo sem os pássaros?

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Aves exóticas, como os Periquitos Australianos

Aves exóticas, como os Periquitos Australianos, são animais de estimação muito populares em todo o mundo


Animais exóticos são aqueles originados de outros países, ou seja, são todos aqueles cuja distribuição geográfica não inclui o território brasileiro. As espécies ou subespécies introduzidas pelo homem, inclusive domésticas, que se tornaram selvagens, também são consideradas exóticas. Além daquelas que tenham sido introduzidas fora das fronteiras brasileiras ou em suas águas jurisdicionais e que entraram em território brasileiro.

O periquito australiano, ou periquito comum (Melopsittacus undulatus), é uma espécie de ave exótica psitaciforme, pertencente à família Psittacidae. Foi descrito pela primeira vez em meados de 1700, na Austrália, denominado pelos nativos da época por betcherrygah ou “boa comida”. Hoje, é uma das aves mais populares mundialmente.

Os periquitos são de constituição robusta e de criação muito fácil, pouco sujeitos a doenças. Sua criação constituí uma distração encantadora e a venda de seus numerosos filhotes permite o retorno das despesas feitas com esse magnífico entretenimento. A partir da cor verde claro e cabeça amarela, original da espécie, são selecionadas várias outras. Hoje, podemos encontrar mais de 200 tipos de variações.




A partir da cor verde claro e cabeça amarela, original da espécie, podemos encontrar mais de 200 tipos de variações de cores.



Além de ser bonito e possuir cores múltiplas, o periquito australiano é um excelente reprodutor, companheiro prazeroso e, quando bem tratado, se torna comunicativo e brincalhão. Muito carinhoso, se tiver companhia, se mostra feliz e agitado. Faz do seu dono um grande companheiro, exigindo atenção e retribuindo com sua fidelidade e amizade.

A paixão pelas aves, segundo vários relatos, acontece geralmente na infância, quando a criança pega gosto pela criação. E o mais interessante, nessa época, é fazer suas próprias experiências e, a cada momento, surpreender-se com a gama de coloridos novos que surgem no seu viveiro de reprodução. Os periquitos são uma das duas únicas especies psitaciformes verdadeiramente domesticadas, alvo de seleção e reprodução em cativeiro desde 1985.

Para os apaixonados pelos periquitos, o CPT - Centro de Produções Técnicas, elaborou o curso “Criação de Periquitos Australianos – Padrão Inglês”, no qual você estará recebendo informações do Dr. Renato Azevedo Uchôa, criador de periquitos há 34 anos, juiz da OBJO – Ordem Brasileira de Juízes de Ornitologia.

Se você escolheu ter um animal silvestre como bichinho de estimação, saiba que isso requer responsabilidade quanto aos cuidados necessários à criação do mesmo. Deve-se repeitar o comportamento do animal, cuidar da alimentação, saúde, oferecer um abrigo adequado e respeitar a legislação para criação.


Fonte: CPT – Centro de Produções Técnicas seja citado como fonte, remetendo para o site da instituição: www.cpt.com.br

domingo, 23 de julho de 2017

Papagaio grande






É um papagaio grande, não voador da Nova Zelândia e uma das aves mais raras de todas, com apenas 124 indivíduos vivos atualmente. A principal razão para seu declínio é a predação por mamíferos introduzidos, especialmente gatos selvagens.

Categoria Criticamente ameaçado
1º Lugar

Kakapo Strigops habroptila
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Categoria Criticamente ameaçado1º Lugar




sexta-feira, 21 de julho de 2017

Sanhaço papa laranja





Sanhaço papa laranja


Nome Científico: Thraupis bonariensis
Sanhaço papa laranja


Família: Thraupidae

Ordem: Passeriformes

Distribuição: No Brasil, do Paraná até o Rio Grande do Sul. Ocorre também na Argentina, Paraguai, Chile e Equador.

Habitat: Matas de galeria e capões.

Alimentação: Essencialmente frugívoro. Mas também consome verduras e legumes. Já foi avistado alimentando-se de inflorescências de eucalipto, além de folhas de mamão e chuchu.

Reprodução: O ninho é construído em forma de taça, feito à base de sisal, fibra de coco e raiz de capim. A cada reprodução a fêmea põe, em média, de 2 a 4 ovos. Após 13 dias, os filhotes nascem. Eles vão atingir a maturidade sexual aos 12 meses. Depois serão, em média, de duas a três ninhadas por temporada (normalmente entre a Primavera e o Verão).

O sanhaço-papa-laranja também conhecido como sanhaço-amarelo e papa-ameixa, é de um colorido que não passa despercebido. E a razão é simples: a cabeça e as asas são azuis, o dorso é negro, o peito laranja e o abdômen amarelo-claro. Em resumo, é quase um arco-íris de asas.

De quebra ainda tem uma máscara-negra no entorno dos olhos. A fêmea do sanhaço-papa-laranja, por sua vez, é verde-pardacenta, com o lado inferior mais claro. Não estivesse ao lado de macho, que a distingue, seria até difícil de identificá-la, de tão comum que é sua plumagem.

O canto do sanhaço-papa-laranja tem uma sequência simples e não acelerada. Quando cai a madrugada, costuma ter uma vocalização um pouco mais complexa.

Fonte do texto e Imagem
http://passarinheiros.blogspot.com/

Araras Azuis

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